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Título:
CONAN - O BÁRBARO # 19 (Mythos Editora) - Revista mensal
Autores:
Fogo
na Laguna: Roy Thomas (argumento), Mike Docherty & Ricardo
Villagran (arte).
O
Jardim dos Condenados: Roy Thomas (argumento), John Buscema
& Ernie Chua (arte).
Preço:
R$ 4,40
Número
de Páginas: 52
Data
de Lançamento: Agosto de 2003
Sinopses:
Fogo
na Laguna - Conan, o líder dos Companheiros Livres, leva
seu exército a uma fuga desesperada pelo deserto após
uma batalha com o exército do rei Strabonus. Alcançando
uma laguna salgada, eles seguem em barcos roubados até uma
ilha onde o único habitante é um homem chamado Acheron.
Quando
a cobiça atiça um dos subordinados de Conan um demônio
de fogo é liberto no mundo dos homens.
Acheron
subjuga o demônio e junta-se aos Companheiros Livres, mas
um terror outrora extinto permanece na ilha: o Devorador de Almas!
O Jardim dos Condenados - em uma aldeia, a poucos dias de
viagem de Arenjun, a Cidade dos Ladrões de Zamora, Conan
resolve passar uma noite de descanso. Seus planos são imediatamente
protelados quando ele salva uma garota de um linchamento.
Fugindo
da aldeia e adentrando o deserto, o Cimério e a garota, que
se chama Zhadorr, encontram alguns bandoleiros e são perseguidos
até um oásis. Lá Conan é subjugado e
amarrado para ser vendido como escravo.
Entretanto,
a garota se mostra mais do que aparenta e leva o líder dos
bandoleiros à morte. O oásis é assombrado por
uma árvore canibal que ataca os bandidos e o Cimério.
Conan
consegue destruir a árvore maldita e descobre, horrorizado,
qual a verdadeira natureza da garota chamada Zhadorr.
Comentários:
A
revista Conan, o Bárbaro vem evoluindo bastante nos últimos
meses e esta edição vem comprovar essa evolução.
Começando
pela excelente capa de Alexandre Jubran, passando pelas duas ótimas
histórias e concluindo no editorial, na seção
de cartas e na entrevista com Cary Nord, o novo artista de Conan
nos EUA.
Passemos à análise em si:
No
índice comentado, que já é parte integrante
da revista, o editor abre o renque das novidades e atrações
da revista e das pisadas na espada da edição anterior.
A
primeira história, que traz de volta às páginas
hiborianas o terrível Devorador de Almas - um personagem
criado por Michael Fleischer e que por diversas vezes nos aterrorizou
na década de 90 - é a recuperação total
do definhamento de Roy Thomas na saga anterior, Conan - o Renegado.
O
devorador havia sido preso na forma humana de Acheron e abandonado
em uma ilha, após seu último confronto com Conan.
Agora ele está de volta para incomodar nosso herói
bárbaro por algum tempo.
Enquanto
o Devorador não dá as caras, Conan tem que dar provas
de sua competência como líder e fazer o que ele menos
gosta, que é preocupar-se com a vida alheia.
Roy
Thomas nesta edição, infelizmente, adicionou uma característica
pouco habitual ao Cimério, que é a filosofia. Conan
está muito meditativo nesta aventura, o que é incomum
em se tratando dele.
A
seção de cartas, que tem um efeito lenitivo sobre
os conanmaníacos, traz algumas boas informações
sobre o futuro de Conan no Brasil.
Chegando
à segunda história - que faz parte dos clássicos
de Conan -, percebe-se logo no primeiro quadro um deslize editorial.
No quadro está escrito: "(...) a sete dias de viagem
de Zamora, a fabulosa Cidade dos Ladrões." Ora, Zamora
na verdade é um país e não uma cidade; o correto
seria: (...) a sete dias de viagem de Arenjun, a fabulosa Cidade
dos Ladrões de Zamora." Uma informação:
ARENJUN, pronuncia-se como ARENIUN.
Obviamente,
isso não tira o mérito da história em si. Aliás,
esta é uma das melhores aventuras de Conan, apesar de sua
receita ser simples, ou seja, mulheres em apuros, perseguição,
luta com bandidos e lugares amaldiçoados. A inovação
está no fato da garota ser uma espécie de vegetal,
que se alimenta de água e age como uma sacerdotisa de uma
árvore viva. Todavia, essa não foi a primeira e nem
a última árvore canibal que Conan já enfrentou.
Concluindo
nosso passeio pela CB 19 temos o adendo da Fonte Hiboriana referente
a Conan - o Bárbaro 1 (da Mythos) e as capas originais das
histórias que compuseram a primeira edição.
E,
como surpresa final, a publicação da mais recente
entrevista com Cary Nord, onde ele comenta suas expectativas em
relação à nova revista CONAN, da Dark Horse.
Ah!
Não poderia deixar de lado as duas magníficas ilustrações
da antepenúltima e penúltima páginas: Sonja,
por Esteban Maroto e Conan, por Dorian Vallejo, o filho de Boris
Vallejo.
Osvaldo
Magalhães - Editor
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