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Cronologia
de Conan, o Bárbaro
Interpretada
por Fernando Neeser de Aragão
Baseada parcialmente na obra de Robert E. Howard, John D. Clark,
P. Schulyer Miller. Jim Neal e Marvel Comics
Abaixo,
um pequeno índice para facilitar a localização das publicações onde
as histórias foram mostradas:
ACB – ALMANAQUE DE CONAN, O BÁRBARO
CA – CAPITÃO AMÉRICA
CB – CONAN, O BÁRBARO
CNA – CONAN, O AVENTUREIRO
CR – CONAN REI
CS – CONAN SAGA
ESC – A ESPADA SELVAGEM DE CONAN
ESCOR – A ESPADA SELVAGEM EM CORES
HTV – HERÓIS DA TV
RC – REI CONAN
SAM – SUPERAVENTURAS MARVEL
CONAN - ESPADA E MAGIA (LIVROS E BOLSO DA ED. UNICÓRNIO AZUL)
CAPÍTULO 8
BARACHO E BUCANEIRO
35 a 37 anos
De
Volta à Pirataria
Eventualmente Conan chega às Ilhas Barachas além da
costa de Zingara. Na fortaleza chamada Porto Tortage, ele finalmente
realiza seu objetivo de se tornar um dos famosos e temidos piratas
Barachos. Conan se torna imediato do Falcão, sob o comando
de Gonzago. O capitão, que alega ter nascido sob um signo
de sorte, navega rumo a uma ilha na costa da Stygia, onde fica a
torre de um feiticeiro chamado Siptah. Correm rumores de que Siptah
se encontra morto, cercado por seu tesouro, que inclui uma gema
mística. Mas a sorte de Gonzago acaba, e ele é morto
por um ser-morcego que servia a Siptah, que realmente está
morto. Conan atira a gema mística contra o monstro, que se
une ao seu mestre na morte. Por causa disto, não há
reclamações quando ele se proclama o sucessor de Gonzago
como capitão (A Jóia da Torre/ ESC 21). Ao abordar
um navio stígio, Conan e seus piratas descobrem que o único
tesouro a bordo é uma antiga e seca múmia (Tesouro/
ESC 130).
Thulsa
Doom, Thoth-Amon e Viagem a Uma Terra Desconhecida
Mas
um tripulante invejoso chamado Twist e vários aliados enfrentam
Conan e começam a enterrá-lo vivo. Um pirata khitaiano
chamado Kuchum chega a tempo de ver Conan se libertar e matar seus
captores. Como a filha guerreira de Kuchum, Li-Zya, afundou o Falcão
na sua ausência, Conan se junta a Kuchum no seu navio, o Faisão
do Mar. Ele fica surpreso ao descobrir que o khitaiano é
guiado pelo crânio falante e sem corpo de Thulsa Doom, o feiticeiro
da era Pré-Cataclismo que já fora inimigo do Rei Kull,
assim como de Conan. O Cimério toma a filha de Kuchum como
refém, para desencorajar o khitaiano de atirá-lo no
mar. Quando um dragão do mar sem olhos ataca o navio, Conan
atira contra ele o crânio de Thulsa Doom. O réptil
é destruído na explosão resultante, mas o crânio
de Doom sobrevive (A Caveira dos Mares/ ESC 101). Na costa da Stygia
na altura de Khemi, o Faisão do Mar captura um navio daquele
reino. Ganhando a confiança de Li-Zya (assim como sua cama),
Conan descobre que o pai dela é um herói naval khitaiano
que caiu em desgraça ao perder despojos capturados em jogo,
e que veio para o ocidente buscando se redimir aos olhos do imperador.
Ele descobriu o crânio de Thulsa Doom em uma ilha, que jurou
guiá-lo até um grande tesouro. Um sobrevivente stígio,
escondido desde a tomada de seu navio, rouba o crânio de Doom.
Ele o leva até o feiticeiro Thoth-Amon, que atualmente reside
no Templo de Set em Khemi, onde é o senhor absoluto das Serpentes-Homens,
cobras com cabeças humanas que têm parentesco com os
lendários Homens-Serpentes. Conan, Li-Zya e outros khitaianos
recuperam o crânio de Doom. Mas não se apercebem de
que Thoth-Amon dominou a mente (e os olhos) do macaco de estimação
de Kuchum, Ee-ch'ing (Serpentes nas Sombras de Khemi/ ESC 102).
Thulsa Doom indica a Kuchum que este navegue para os mares ao sul
de Khitai, onde ele encontrará o tesouro prometido. À
noite, Thoth-Amon conversa (através do macaco) com o crânio
de Doom. Thoth e Doom são inimigos, pois Doom usurpou a soberania
sobre os Homens Serpente (com cabeças de serpente e corpos
de homem); ambos desejam dominar os dois ramos da raça reptílica.
O corpo sem cabeça de Thulsa Doom aguarda a volta do crânio
em seu destino final.
Contornando a costa ao sul da Stygia e de Kush, Kuchum e sua tripulação
em terra firme são atacados pelos Homens Serpente que assumem
a aparência humana, mesmo após Conan matar o alto sacerdote
de rosto de serpente, Hisssarlion (O Cabo dos Sonhos Negros/ ESC
103). Os Homens Serpente de Thulsa Doom assumem as formas de Kuchum,
Conan e Li-Zya para poderem comandar os piratas khitaianos. Com
o tempo eles chegam até uma ilha bem afastada do continente,
ao sul de Khitai, habitada por uma raça de humanos com caudas,
os quais escravizaram, há muito, a raça de nativos
locais. Quando a cabeça de Thulsa Doom é reunida ao
seu corpo, Thoth-Amon (através de Ee-ch'ing) não tem
escolha, a não ser ajudar Conan. No final, os dois feiticeiros
convocam a ajuda de colossais deidades serpentes locais. O vencedor
não quer ter parte nem com Doom nem com Thoth, e os expulsa
violentamente de suas terras. Kuchum adquire seu tesouro - graças
ao fato da chegada dos piratas ter trazido uma doença que
elimina a tribo dos homens de cauda, o que libertou os escravos
nativos (Morte em uma Terra Desconhecida/ ESC 104).
Espadas
de Yamatai
De
volta a Khitai, Kuchum recupera as graças do jovem Imperador
Dragão (um antigo companheiro de jogos de Li-Zya) que ascendeu
ao trono desde sua partida. Uma emissária de um novo reino
ilhéu ao leste, apesar de supostamente estar buscando a paz,
se revela como sendo Nojingo, a rainha-feiticeira de Yamatai. Enquanto
Conan enfrenta dragões-leões de pedra aos quais ela
dá vida, ela captura o Imperador e um vento mágico
impele seu navio em direção ao seu lar. Conan é
recrutado para ir junto com Kuchum e Li-Zya na perseguição,
mas o Faisão do Mar é afundado por tempestades mágicas.
Conan e Kuchum, arrastados pelo mar até a praia, despertam
e se vêem prisioneiros de Yuki-Onna e suas mulheres guerreiras,
que os levam até a fortaleza de Nojingo, dentro de um vulcão
ativo (A Rainha-Bruxa de Yamatai/ ESC 105). Enquanto isso, Li-Zya
uniu forças com Tawara Sho, pai de Nojingo, que também
é inimigo jurado dela (e feiticeiro). Conan escapa de uma
câmara de tortura yamatana, no instante em que as forças
de Tawara Sho tomam de assalto a fortaleza vulcânica. Desesperada,
Nojingo invoca o demônio do vento Vuu-shiin em sua ajuda.
Tarawa Sho e Nojingo perecem juntos. E Kuchum morre como desejava
viver - lutando pela vida do Imperador. O jovem Imperador pede a
Li-Zya para que seja sua noiva. Naquela noite, uma visão
de Tarawa Sho transporta magicamente Conan pelo ar em direção
oeste - e ele acaba caindo nas águas da costa de Porto Tortage
(Trovão sob Yamatai/ ESC 106).
No
Rastro de Tranicos - Perigo em Porto Tortage
Nadando em direção a costa, o Cimério se vê
um pirata sem um navio. Strombanni, o messântio, lhe oferece
o posto de imediato no Mão Vermelha. Assim que zarpam, Strom
revela que procura pelo lendário Tesouro de Tranicos, enterrado
pelo mais cruel de todos os barachos, um século atrás.
Quem também está à procura é seu rival,
Zarono Negro, um zíngaro que no momento navega com os barachos,
e que segue como uma sombra o navio de Strom. A tripulação
do Mão Vermelha aborda o navio mercante zíngaro, rendendo
a Strombanni uma adorável prisioneira, lady Morganis de Kordava
- e uma infernal jovem loira chamada Valéria, que se disfarçou
de homem para singrar os mares. Na ilha onde Tranicos, o Sanguinário,
matou o exilado stígio Toth-Mekri e roubou seu tesouro, eles
enfrentam o Devorador dos Mortos, que vive o bastante para quase
pôr fim à carreira de Strom antes que Conan descubra
seu segredo (O Devorador dos Mortos/ ESC 107). Strombanni entra
furtivamente em Messântia, capital portuária de Argos.
Enquanto ele e Zarono saem à procura de um velho avarento
que pode ter um mapa mostrando a localização do tesouro
de Tranicos, Conan e Valéria levam lady Morganis até
a casa de Públio, um intermediário que Strom deseja
que entre em contato com o marido de sua adorável prisioneira.
Morganis, entretanto, se propõe a providenciar seu próprio
resgate, lhes contando a localização em Messântia
do Dragão de Kao Tsu, um ídolo valioso de um culto
vendiano. O próprio culto vem à cidade recuperar seu
ídolo. O confronto ocorre no Templo dos Mil Deuses, mas Conan
termina apenas com um Dragão falso. Enquanto isso, o velho
avarento é morto, e Strombanni e Zarono suspeitam um do outro
do roubo do mapa. É uma rivalidade e uma suspeita, que fingirão
não existir nos anos que virão (Uma Noite em Messântia/
ESC 108).
No caminho de volta as Ilhas Barachas, os piratas "resgatam"
três belas donzelas cantando em um barco aberto à deriva,
e as levam a Tortage. Mas as jovens mulheres têm um efeito
insidioso na fortaleza, pois os piratas logo estão brigando
entre si e geralmente se comportando como pecadores arrependidos.
De fato, as donzelas os persuadem a exilar todas as outras mulheres
de Tortage, inclusive Valéria. Até mesmo Conan cai
brevemente vítima das artimanhas místicas delas. Mas
ele se recupera a tempo de impedir as donzelas de sacrificar todos
os barachos a um demônio devorador de almas que habita no
fundo do lago de uma montanha. Ao se recobrarem, os piratas seguem
para seus navios para interceptarem a embarcação que
levou suas mulheres (O Devorador de Almas/ ESC 109). Com Tortage
praticamente deserta, Conan tem pouco o que fazer a não ser
disputar braço de ferro com Pythios, o botequineiro dos barachos.
Sua disputa amigável é interrompida quando uma armada
de piratas zíngaros adentra a baía, liderados pelo
Petrel, o navio de Zarono Negro, que escolheu este momento para
virar a casaca. Também a bordo estão Lorde Hambria,
o pérfido marido de lady Morganis, e um feiticeiro chamado
Sinnjatorix. Conan é forçado a mergulhar até
as ruínas da moradia do Devorador de Almas e recuperar um
pedaço de uma imensa concha de um náutilo. Com ela,
Sinnjatorix tenta assumir os poderes do Devorador de Almas. Mas
seu frágil corpo humano não pode suportar o esforço,
e é destroçado, enquanto uma nova mutação
do Devorador de Almas caminha sobre a Terra. Conan e os barachos
que retornaram destroem este monstro. Com seu prestígio maior
do que nunca entre os piratas, o Cimério se encarrega de
ver o que pode ser recuperado de sua fortaleza devastada (Traição
em Tortage/ ESC 110).
Barachos
no Coração de Kush
No
caminho, Conan envia lady Morganis de volta a Zingara. Ela jura
que, ao chegar a Kordava, vai torná-lo um homem rico, mas
nunca saberemos se ela cumpriu ou não sua promessa. De qualquer
forma, Conan há muito já demonstrou sua habilidade
de gastar ou perder dinheiro à toa.
Seu navio, o Baleia Corcunda, zarpa rumo ao sul, atrás do
bucaneiro zíngaro Zarono Negro, e acaba chegando a Zabhela,
onde Conan e seus homens são rapidamente feitos prisioneiros
pelos xenófobos kushitas. O Bárbaro se surpreende
ao encontrar, entre outros prisioneiros, um antigo inimigo, chamado
Imhotep, o Devastador de Mundos, que agora, devido ao encanto de
um feiticeiro, apresenta uma aparência humana diante de todos,
exceto do Cimério. Tirando proveito da luxúria da
rainha de Zabhela, a dupla foge e Conan concorda em ajudar Imhotep
a recuperar sua verdadeira forma roubando um amuleto místico
- que fora usurpado do Devastador de Mundos - em Kheshatta, a lendária
Cidade dos Magos stígia. Em troca, Imhotep promete auxiliar
Conan a resgatar seus companheiros barachos capturados pelos kushitas
(A Espada e a Foice/ ESC 111).
Eles conseguem chegar a Meroê, capital de Kush governada por
Ageera, o Farejador de Bruxas. Imhotep, enfraquecido em seu estado
humanóide, é novamente capturado, mas Conan escapa
e procura a ajuda de sua ex-amante Habarata. Mas ela agora está
envolvida com Mongo, capitão dos guardas de Ageera, e Conan
e Imhotep são cercados por tropas kushitas. Neste momento,
surge nos céus a horda de demônios, montados em corcéis
alados, de Imhotep - só que agora sob controle de seu inimigo
Hak-Heru, o mago que roubou seu amuleto místico (Invasores
de Meroê/ ESC 112).
Os demônios liquidam rapidamente os kushitas. Imhotep se rende
para, assim, ser levado a Kheshatta, e deixa sua foice encantada
com o Cimério. De posse da foice, Conan parte para a Cidade
dos Magos, sabendo que apenas um Imhotep livre poderá ajudá-lo
a resgatar sua tripulação. Durante uma escala, na
estranha cidade de Gazal, ele bebe da água local e fica tão
passivo e amnésico quanto os habitantes locais, até
que tropas de Tombalku chegam para destruir a estranha cidade perdida
no tempo. Com uma pequena e indesejada ajuda de magia, o Bárbaro
vinga os habitantes de Gazal e segue para o norte (Sangue e Morte
em Gazal/ ESC 113).
Kheshatta!
- De Volta aos Mares
Finalmente
Conan chega a Kheshatta e consegue entrar na cidade - mas apenas
como escravo. Por obra do destino, o Cimério é comprado
por seu antigo companheiro Zula, o último dos zamballahs,
que adquiriu o patrimônio de Sho-Onoru, seu antigo mestre.
Tendo ampliado seus conhecimentos de magia, Zula foi admitido no
círculo externo do lendário Anel Negro de feiticeiros
que governam a cidade. A feiticeira Athyr-Bast, que disputou Conan
com Zula no leilão de escravos, tenta matar os dois através
de uma monstruosidade de muitas bocas que é derrotada pela
combinação dos talentos mágicos de Zula com
a espada de Conan. Enquanto isso, um exército meroano se
aproxima, pois Ageera decidiu que Meroê e a Cidade dos Magos
não podem coexistir no mesmo planeta (Kheshatta/ ESC 114).
Zula leva Conan acorrentado até um conclave do Anel Negro
a fim de convencê-los a fazer do Bárbaro comandante
do exército de Kheshatta para defender a cidade das tropas
de Meroê. Mas Hak-Heru e sua amante Athyr-Bast enviam o Cimério
para uma dimensão infernal onde as peças monstruosas
de um jogo stígio chamado Zinat ganham vida. Ainda assim,
Conan sobrevive à experiência - por pouco - e resgata
Imhotep. Enquanto isso, as tropas meroanas enfrentam o exército
de Kheshatta até atingir um impasse, quando Imhotep mata
Hak-Heru e recupera seu amuleto. Retomando o controle de sua horda
de demônios, Imhotep elimina o exército meroano e parte
com Conan em seu corcel alado. Zula segue para o leste no instante
em que o arquimago Thoth-Amon chega para assumir o comando da Cidade
dos Magos. Imhotep mantém sua palavra e ajuda a libertar
os piratas dos zabhelanos e parte dizendo que, se ele e o Cimério
se encontrassem mais uma vez, provavelmente seria como inimigos.
Mas Conan não perde tempo pensando no futuro. Ele é
novamente senhor de um navio e comandante de uma tripulação
baracha, e há uma infinidade de navios mercantes prontos
para serem atacados ao norte (Quando Magos Guerreiam/ ESC 115).
Sem dúvida Conan viveu muitas aventuras não narradas
como capitão do Baleia Corcunda, mas quando o vemos novamente
ele já assumiu o comando de outra embarcação
baracha, o Cacatua, e foi capturado por bucaneiros zíngaros
sob o comando de Dom Castillius, também conhecido como Basqus,
o Açougueiro. Conan é poupado quando conta a história
de um tesouro escondido em uma ilha próxima. Quando selvagens
aniquilam a tripulação zíngara, os dois capitães
forjam uma aliança de conveniência até que cada
um possa seguir seu caminho (O Admirável Bárbaro/
ESCOR 1). Como comandante de um navio nos mares do norte (numa aventura
em que o cronista narra como se tivesse ocorrido quando Conan tinha
20 anos, o que é lógico, trata-se de um engano) Conan
tem de enfrentar o motim de seus homens e a fúria do Kraken,
um terrível monstro do mar (Maré Tingida de Sangue/
ESC 137).
Um
Novo Tipo de Pirataria
A
união de Conan com os mal-organizados piratas barachos acaba
chegando ao fim. Em uma proeza ainda a ser narrada, para escapar
de uma situação difícil em Porto Tortage, ele
faz outra tentativa (sem dúvida condenada ao fracasso) de
cruzar a nado o Mar do Oeste. Felizmente é recolhido pelo
Falcão, um navio bucaneiro zíngaro comandado por Zaporavo
- cuja amante cativa, Sancha, simpatiza com o Cimério. Seguindo
inscrições em velhos pergaminhos, Zaporavo navega
até uma ilha distante. Ao desembarcar, a tripulação
come uma fruta que induz sono, enquanto Zaporavo procura pelo suposto
tesouro. O Cimério persegue o capitão e o mata em
duelo. Sancha une-se ao Bárbaro e os dois descobrem um tenebroso
palácio ao ar livre, onde um gigantesco homem de ébano
tortura um zíngaro antes de mergulhá-lo numa estranha
piscina que o encolhe até virar estátua miniaturizada.
Eles estão quase escapando sem serem notados, quando mais
gigantes aparecem saídos da selva carregando a tripulação
entorpecida do Pródigo (O Poço Macabro/ ESC 29). Conan
atrai os gigantes enquanto Sancha tenta despertar os bucaneiros
de sua letargia. No último instante, a tripulação
vem em auxílio do Cimério e os gigantes são
mortos. Mas, quando o líder dos gigantes mergulha na piscina,
o líquido dela ganha vida e persegue os humanos até
o Falcão. Após conseguirem escapar, Conan torna-se
capitão do navio e planeja sua volta à pirataria -
desta vez como um bucaneiro zíngaro em vez de baracho. Para
ele, piratas são todos iguais (Torrente da Perdição/
ESC 29).
Conan agora é um bucaneiro zíngaro, e basicamente
persona non grata entre os barachos. Ao mesmo tempo, está
mais inclinado a saquear zíngaros, e logo captura Heronan
da Varza, um nobre daquele reino. Quando o Falcão ancora
numa ilha vulcânica e o casco do navio Fênix é
descoberto, Sancha droga a tripulação após
obter o juramento de Varza de que a levará até seu
pai, o duque de Kordava, no Fênix. Infelizmente, a embarcação
já está ocupada por marinheiros mortos-vivos. Conan
resgata Varza e Sancha, e concorda em libertá-los no litoral
de Zingara, pois não tem interesse em manter Sancha como
amante se ela deseja voltar para casa (O Tesouro da Ilha da Morte/
ESC 95). Ele e mais cinco companheiros escapam em um esquife, mas
são pegos por uma tempestade e naufragam na costa de Shem.
Capturados pela rainha local, Arakthalia, eles lideram uma rebelião
contra seu governo severo, até que sua hedionda verdadeira
natureza é revelada. Um incêndio purga o palácio,
e Conan e seus companheiros sobreviventes retornam ao mar, à
procura de um navio de melhor sorte (O Informante/CS 13).
Interlúdio
em Terra Firme
Pouco
depois, em um porto no Mar do Oeste, Conan e outros marinheiros
desempregados ouvem rumores sobre um tesouro e partem em direção
ao sul, através das selvas kushitas, para encontrá-lo.
Eles seguem por um rio que traz muitas lembranças a Conan
- o venenoso Zarkheba, onde morreu Bêlit. Apenas Conan e uma
jovem nativa conseguem sobreviver ao ataque de um enorme enxame
de marabuntas - formigas capazes de arran
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car toda a carne dos ossos
de um homem em questão de minutos (As Devoradoras/ ESC 143).
Ao sul de Koth, o Bárbaro é contratado para liderar
uma revolta contra um barão local. O Cimério cavalga
até a cidade-estado de Baalur, em Shem, para salvar Rufia
da bruxa Zeriti, a qual reaparecera. Conan junta um exército
e o comanda para Asgalun, passando pela cidade-estado de Nedrezzar.
De Asgalun, ele navega para o sul e começa a subir o Rio
Styx, procurando suas nascentes. No caminho, eles passam por Stygia
e Shem, e então viram novamente para o sul, para seguir o
Styx, entre o Deserto Shemita e Stygia, e dentro dos Reinos Negros.
Após encontrarem o que acreditam ser a origem do Styx, eles
recordam seu caminho de volta a Asgalun, onde Conan derrota Zeriti
mais uma vez, e então, eles retornam a Baalur (Conan, Senhor
do Rio Negro/ inédita em quadrinhos e no Brasil).
Com a cabeça a prêmio em Shem, Conan é perseguido
por um grupo de intrépidas caçadoras de recompensa
conhecidas como as Damas de Ferro, mas ambos terminam se tornando
aliados contra inimigos comuns, e o Cimério tem um breve
romance com uma delas (Os Homens de Barro de Keshan/ ESC 173). De
volta à costa, Conan tenta a sorte em Kordava, recorrendo
ao velho ofício de ladrão em pleno período
da Inquisição Zíngara. Ele consegue virar a
mesa contra o conde Villarios, o mais cruel dos inquisidores, e
foge da turbulenta capital (Fantasia de Demônio/ CS 7).
A
Serviço de um Reino... e a Volta de Toth-Amon!
Na cidade portuária de Shar, o Cimério e um companheiro,
Tebnar, aceitam a missão de encontrar para os mercadores
uma rota segura até uma certa ilha rica em ouro. Mas, quando
os pacíficos habitantes da ilha, os shoths, são cruelmente
escravizados, Conan e Tebnar se rebelam e aniquilam os mercadores.
Os shoths recuperam a liberdade, mas não a inocência
(A Ilha Misteriosa/ CS 11).
Atos malignos estão sendo praticados na capital de Zingara.
A princesa Chabela, numa tentativa de ajudar seu pai, o rei Ferdrugo,
atacado misticamente, zarpa para consultar seu tio na cidade shemita
de Asgalun. Villagro, duque de Kordava (sem dúvida o pai
de Sancha) recruta Zarono Negro, velho inimigo de Conan, para trazer
Chabela de volta, pois tem planos de se tornar rei casando-se com
ela. Conan descobre a trama e, já que Zarono também
lhe roubou um mapa do tesouro, sai em perseguição
do bucaneiro. Em um templo semi-arruinado na ilha indicada no mapa,
o Cimério descobre que o misterioso tesouro, seja qual for,
já foi removido por Zarono. Conan acidentalmente desperta
Tsathoggua, guardião do local, uma criatura parecida com
um sapo e dura como rocha. O monstro, porém, acaba sendo
eliminado, e Conan, Chabela e alguns marinheiros argoseanos, abandonados
na ilha sob o comando de Sigurd de Vanaheim, formam uma aliança
para recuperar o tesouro e, conseqüentemente, tornar seguro
o trono de Zingara (Sonho Sangrento/ ESC 23). Menkara, sacerdote
de Set, convence Zarono de que ele e sua tripulação
precisam da ajuda do grande feiticeiro Thoth-Amon se pretendem levar
a cabo sua missão para o duque de Kordava. Thoth-Amon está
furioso por Zarono ter levado apenas uma cópia do Livro de
Skelos do templo do sapo - sem perceber que um tesouro ainda maior,
a Coroa da Cobra, estava embaixo do ídolo. Conan é
quem está com a coroa brilhante, apesar de não ter
noção de seu valor além das jóias que
carrega. Desembarcando para recolher suprimentos em uma região
tropical ao sul, o Cimério encontra seu velho amigo Juma,
agora um chefe na costa kushita. Porém, um guerreiro traidor
de Juma rouba a Coroa da Cobra e foge pela floresta. Ao persegui-lo,
Conan e Chabela terminam como escravos das amazonas negras da cidade
de pedra de Gamburu. A princesa é transformada em criada
e o Bárbaro torna-se amante de Nzinga, a rainha das amazonas.
Entretanto, infeliz diante dos sentimentos de Conan em relação
a Chabela, Nzinga o droga e decide executar os dois (Na Trilha da
Coroa da Cobra/ ESC 24).
Nzinga está alegremente torturando Chabela quando Thoth-Amon
materializa-se misticamente e a derrota. Ignorando a princesa, o
feiticeiro parte com a Coroa da Cobra. Conan e Chabela tentam escapar,
mas são recapturados e amarrados às Árvores
de Kalamtu - plantas carnívoras que o Cimério vence
com sua força bruta. Antes que as amazonas possam atingi-lo
com suas lanças, Juma chega com um contingente de guerreiros
e conquista a cidade. Conan, Chabela e Sigurd resolvem seguir imediatamente
para Kordava, na esperança de salvar o rei Ferdrugo (A Árvore
Maldita/ ESC 25). O trio (além dos argoseanos de Sigurd)
reencontra-se com a tripulação do Pródigo,
que foi queimado por Zarono. Juma e seus homens ajudam a reparar
o navio, e Conan chega a Kordava no instante em que o manipulador
duque Villagro conseguiu a Coroa da Cobra e a colocou na cabeça
- apenas para sucumbir aos poderes dela ativados pelo stígio
Menkara, que logo depois também acaba sendo morto. Conan
e companhia, com o auxílio de Chabela, conseguem unir os
zíngaros contra as forças de Thoth-Amon e Zarono Negro,
e os dois vilões fogem. Conan se esquiva da oportunidade
de se tornar o futuro consorte de Chabela, temeroso de ser transformado
em um dândi da corte. Decidido a conquistar seu próprio
trono algum dia, o grande Cimério volta ao mar, ao lado de
Sigurd e seus bucaneiros, disposto a saquear navios de Argos até
Shem (Rei Thoth-Amon/ ESC 25).
A
Seguir: Nômade e Mercenário Outra Vez.
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