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PEQUENA
BIOGRAFIA DE ROBERT E. HOWARD
Robert Ervin Howard, criador de densas e vigorosas fantasias, nasceu
em 22 de janeiro de 1906, em Peaster, Texas. Leitor insaciável desde
a infância, sentia fascínio inato pela História, o que lhe foi muito
útil anos mais tarde. Sua inclinação literária, contudo, parecia
algo incoerente, principalmente quando comparada ao seu aspecto
físico: cerca de 1,83 m de altura, pescoço grosso, cintura esguia,
enfim, tudo para ser associado, como foi, aos personagens que criou
e tornou famosos. Ainda jovem, Howard fez de tudo um pouco: foi
repórter jornalístico, secretário particular numa agência de advocacia,
taquígrafo, balconista de lanchonete e... ah, sim, até carteiro.
Tudo isso sem nunca perder de vista sua verdadeira vocação de contador
de histórias fantásticas. Sua fértil carreira de ficcionista, propriamente,
teve início quando, aos 18 anos, sua primeira história foi vendida
para a legendária revista Weird Tales, criando praticamente sozinho
o atualmente difundido gênero de magia e aventura, apresentando
aos leitores o Rei Kull da Valúsia em 1929 e Conan da Ciméria em
1932. Ele também escreveu contos esportivos, bem como histórias
orientais e de faroeste para outras revistas. Seu estilo pitoresco,
emoldurado por ambientações dramáticas e salpicado de batalhas sangrentas,
garantiu-lhe grande sucesso como autor de aventuras e inveja por
parte de seus colegas. Howard também aventurou-se na poesia; para
citar o poeta H. P. Lovecraft, sua obra era "estranha, vertiginosa,
emocionante". Além das obras publicadas, Robert E. Howard manteve
volumosa correspondência com personalidades literárias, como Clark
Ashton Smith, Edmond Hamilton, E. Hoffmann Price, Otis Adelbert
Kline e o já mencionado H. P. Lovecraft. De longe sua criação mais
conhecida, Conan, tornou-se tão popular entre os leitores da Weird
Tales que Howard foi obrigado a abandonar seus outros heróis para
dedicar-se exclusivamente às sagas do gigante cimério. Ele esboçou
numerosos contos sobre o intrépido bárbaro, mas devotou suas energias
na escritura de uma única novela sobre o herói, chamada A Hora do
Dragão (The Hour of the Dragon). Composta em parte por vários contos
recuperados, a novela passou a ser impressa em forma de livro como
Conan, o Conquistador (Conan the Conqueror). Howard morava com seus
pais no vilarejo de Cross Plains, Texas, e sua carreira ganhou ainda
mais notoriedade quando os vizinhos descobriram que a renda do autor
era maior que a do presidente do banco. Sua última história, assim
como a primeira, foi vendida para a Weird Tales. Robert E. Howard
suicidou-se em 11 de junho de 1936. Após sua morte, suas obras pareciam
fadadas ao esquecimento, como ocorreu com a produção de autores
do mesmo gênero. Na década de 40, alguns contos de Howard foram
reunidos numa edição limitada de capa dura da Gnome Books. Porém,
a verdadeira ressurreição do interesse pela obra do escritor só
aconteceu nos anos 60, quando as histórias de Conan voltaram a circular
na forma de brochura, e novas histórias foram criadas por L. Sprague
de Camp e Lin Carter. Em 1970 a Marvel Comics adquiriu os direitos
para versão em quadrinhos de Conan e outros personagens de Robert
Howard, dando início à mais extensa e prolífera das publicações
howardianas. Esse processo estende-se até hoje, com exceção de um
período em que as brochuras de Conan Canon (Os Cânones de Conan)
não eram disponíveis devido a complicações jurídicas. Nesse período,
a premiada série colorida em quadrinhos, Conan the barbarian (Conan,
o Bárbaro), manteve o público em contato com o herói.
David
A. Kraft
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